Ídolos do Atlético Mineiro

Possuir grandes Ídolos , sempre foi uma tradição no Galo. O maior artilheiro do clube é Reinaldo ídolos do Atlético Mineiro, com a incrível marca de 255 gols, seguido por Dario (211), Mário de Castro (195), Guará (168) e Lucas Miranda(152). O atleta que mais vezes defendeu o clube foi João Leite, com 684 jogos, à frente de Vanderlei Paiva (559), Luizinho (537), Vantuir, Paulo Roberto (507) e Kafunga (504).

O Atlético também já foi comandado por treinadores de renome como Abel Braga, Barbatana, Carlos Alberto Parreira, Carlos Alberto Silva, Emerson Leão, Yustrich, Jair Pereira,Geninho , Levir Culpi, Mussula,Procópio Cardoso, Ricardo Diéz, Rubens Minelli, Telê Santana (considerado um dos maiores treinadores da história do Brasil) e Vanderlei Luxemburgo, entre outros. Campeão Brasileiro de 1971, Telê foi o técnico que mais vezes dirigiu o Galo, com 434 partidas.

Os dez maiores artilheiros:
Artilharia
Jogador Gols
Reinaldo Gol marcado 255
Dadá Maravilha Gol marcado 211
Mário de Castro Gol marcado 195
Guará Gol marcado 168
Lucas Gol marcado 152
Said Gol marcado 142
Guilherme Gol marcado 139
Ubaldo Gol marcado 135
Marques Gol marcado 135
Nívio Gol marcado 126

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reinaldo, ídolo do Atlético Mineiro

O maior craque do Galo foi Reinaldo Ídolos do Atlético Mineiro, que por 12 anos jogou pelo time. Reinaldo ficou consagrado por sua genialidade, seus dribles desconcertantes e sua vocação para o gol. Conseguiu levar o Atlético a sete títulos mineiros em oito anos (1976, 78, 79, 80, 81, 82 e 83)sendo artilheiro do time e do campeonato inúmeras vezes. Em 1977, Reinaldo Ídolos do Atlético Mineiro estabeleceu um recorde que só foi batido 20 anos depois: o de artilheiro do Campeonato Brasileiro com 28 gols em apenas 18 partidas disputadas. Pelo Atlético, o Rei – como era chamado pela massa atleticana – marcou 255 gols em 475 partidas. Reinaldo abandonou os campos em decorrência das contusões que o perseguiam, frutos da violência com que era marcado pelos adversários.

Reinaldo Ídolos do Atlético Mineiro surgiu aos 15 anos, ao participar de um treino no Atlético, jogando no ataque reserva contra a defesa titular que ganhou o Brasileirão poucos meses antes, em 1971. Reinaldo Ídolos do Atlético Mineiro foi um dos melhores em campo naquele dia, chamando a atenção de todos. Em 28 de Janeiro de 1973, aos 16 anos, estreou pelo time profissional do Atlético, em partida contra o Valério. O resultado final dessa partida foi Atlético 1×2 Valério. No ano seguinte, em partida contra o Ceará, ao pisar em um buraco, torceu o joelho. Ainda nessa época, teve de extrair ambos os meniscos depois de uma entrada de um zagueiro de seu próprio time em um treinamento.As lesões no joelho acompanharam-no por toda a carreira.Reinaldo

Conquistou seu primeiro título ao ganhar de forma invicta o Campeonato Mineiro de 1976 e, dois anos depois, daria início ao hexacampeonato que o Atlético conquistou, entre 1978 a 1983. Tornou-se o artilheiro com melhor média de gols em um únicoCampeonato Brasileiro (28 gols em 18 partidas, ou 1,55 por jogo, em 1977), apesar de nunca ter conquistado o título nacional. Nesse mesmo ano, seu time terminou o campeonato sem perder um jogo, mas apenas com o vice-campeonato, perdendo a final nos pênaltis para o São Paulo, que terminou a competição com 12 pontos a menos em um tempo que as vitórias valiam apenas 2 pontos. Também foi vice-campeão brasileiro em 1980.

Ao longo de sua carreira pelo Atlético, Reinaldo participou de 475 jogos, marcou 255 gols, obteve 289 vitórias, 113 empates e 73 derrotas. Recebeu num total 17 cartões vermelhos. Já pelas categorias de base, são 54 gols em 44 jogos,totalizando 309 gols, o que faz dele o maior artilheiro da história do futebol de Minas Gerais[carece de fontes], o maior artilheiro do Atlético, e possuidor da maior média de gols do campeonato brasileiro, 1,55 por partida. Foi também o maior artilheiro do campeonato brasileiro no período de 1977 à 1997, com 28 gols marcados em 18 jogos. Foi superado em 1997 por Edmundo, que atuando pelo Vasco marcou 29 gols em 28 jogos. Guilherme, com 28 gols em 29 jogos, atuando também pelo Atlético, em 1999, conseguiu igualar sua marca.Dimba, que atuava pelo Goiás com 31 gols marcados em 46 jogos, no ano de 2003, e Washington em 2004, que atuando peloAtlético Paranaense marcou 34 gols em 46 jogos. Vale lembrar que mesmo assim, nenhum desses conseguiu atingir ou superar sua média.

Seleção

Pela Seleção Brasileira, Reinaldo jogou 37 partidas, marcando 14 gols, indo à Copa do Mundo de 1978, na Argentina. Nessa, marcou um gol, o primeiro do Brasil, contra a Suécia.

Números na carreira

Equipe Período Partidas Gols
Minas GeraisAtlético (Juvenil) 1971 a 1973 44 54
Minas GeraisAtlético 1973 a 1985 475 255
São PauloPalmeiras 1985 7 0
AmazonasRio Negro-AM 1986 6 2
Minas GeraisCruzeiro 1986 2 0
SuéciaBK Häcken 1987 ? ?
Países BaixosTelstar 1987 a 1988 ? ?
Minas GeraisSeleção Mineira 1976 a 1984 2 1
BrasilSeleção Brasileira 1976 a 1985 37 14

Dadá Maravilha, ídolo do Atlético Mineiro

Carreira no Atlético

Em 1965, Dario Ídolos do Atlético Mineiro começou a jogar nos juniores da equipe do Campo Grande, sendo promovido ao time principal em 1967. Seu talento despertou a atenção do Clube Atlético Mineiro, sendo levado para o clube Belo Horizonte no ano seguinte.

Logo, Dadá Ídolos do Atlético Mineiro alcançaria a fama. Destaque no Campeonato Brasileiro de 1971, Dario parou no ar como um beija-flor no dia 19 de dezembro, no Estádio Jornalista Mário Filho, para assinalar no placar Atlético-MG 1, Botafogo zero. Com este gol, oAtlético Mineiro sagrou-se o primeiro campeão brasileiro (no atual formato de campeonato brasileiro).

Dario vestiria a camisa de mais 16 clubes. Destacou-se atuando por outro grande clube do futebol brasileiro: o Internacionalde Porto Alegre. Dadá foi importante na conquista do Bi-Campeonato Brasileiro pelo Internacional, inclusive marcando o primeiro gol da final do Brasileirão de 1976, na vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians.

Jogos: 290
Gols: 211
Estreia: CAM 1 x 0 Uberaba-MG – 18/05/1968
Último jogo: Flamengo-RJ 5 x 1 CAM – 06/04/1979
Vitórias: 168
Empates: 73
Derrotas: 49
Títulos: Campeonato Brasileiro de 1971, Campeonatos Mineiros de 1970 e 1978

 

 

No início, Dario não teve muito crédito no Atlético.

 

Dario Ídolos do Atlético Mineiro acreditava que podia vencer no futebol e que a qualidade como jogador era uma questão de tempo e só precisava de alguém que acreditasse nele e estivesse disposto a treiná-lo. Foi motivo piada entre os outros jogadores do Atlético. O único que não riu de Dario, foi Ronaldo Drumond que acreditou em suas palavras.

Os treinadores Aírton Moreira e Fleitas Solichnunca lhe deram uma chance para jogar, nem como reserva. Foi com a chegada de Yustrich, em 1969, que Dario teve sua primeira grande chance no Atlético. Sob o comando do novo técnico, passou a ter treinos intensivos todos os dias, duas horas antes dos outros jogadores. Eram 150 cabeçada e pelo menos 200 chutes a gol por dia. Após provar seu grande potencial de goleador, Yustrich começou a levá-lo como reserva aos jogos. Entrou em dois jogos, um contra o Valério e outro contra o Tupi, faltando poucos minutos de jogo, com o Atlético perdendo nas duas situações e conseguiu reverter o placar, dando a vitória ao Galo. Dario conseguiu então ser titular do time, mas faltava jogar diante da torcida no Mineirão.

Não demorou muito para que sua fama de goleador se espalhasse. Foi quando nasceu Dadá Maravilha, Peito-de-aço, Beija-flor ou apenas Dadá. Fazia gol de qualquer jeito: de nuca, de bico, de testa e até parado no ar! As vaias que recebia viraram gritos de delírio da torcida ao ver Dadá entrar em campo. E sua fama se espalhou por todo o Brasil.

Clubes que passou

Clube Temporada Gols
Campo Grande-RJ 1967-1968 22
Atlético Mineiro 1968-1972 123
Flamengo 1973-1974 34
Atlético Mineiro 1974 24
Sport 1975 94
Internacional 1976-1978 46
Ponte Preta 1978 18
Atlético Mineiro 1978-1980 64
Paysandu 1979 26
Bahia 1981 53
Nacional-AM 1984 14
Coritiba 1984 17

Títulos Conquistados

Campo Grande

  • 1967-Campeão Torneio José Trócoli:Campo Grande

Atlético Mineiro

  • 1971 – Campeão Brasileiro (Atlético Mineiro)
  • 1970 – módulo 1 – Campeão Mineiro (Atlético Mineiro)
  • 1970 – Campeão da Taça Belo Horizonte (Atlético Mineiro)
  • 1970 – Campeão da Taça Inconfidência (MG) (Atlético Mineiro)
  • 1970 – Campeão da Taça Cidade de Goiânia (Minas-Goiás) (Atlético Mineiro)
  • 1970 – Campeão da Taça Gil César Moreira de Abreu (MG) (Atlético Mineiro)
  • 1970 – Campeão da Taça Independência (MG) (Atlético Mineiro)
  • 1971 – Bicampeão da Taça Belo Horizonte (Atlético Mineiro)
  • 1972 – Tricampeão da Taça Belo Horizonte (Atlético Mineiro)
  • 1972 – Campeão do Torneio de Leon (México) (Atlético Mineiro)
  • 1972 – Campeão da Taça do Trabalho (Minas-Rio) (Atlético Mineiro)
  • 1974 – Campeão do Torneio dos Grandes de Minas Gerais da Federação Mineira de Futebol (Atlético Mineiro)
  • 1978 – Campeão Mineiro (Atlético Mineiro)
  • 1979 – Campeão da Taça Minas Gerais (Atlético Mineiro)

Flamengo

  • 1973-Campeão Taça Guanabara Flamengo
  • 1974-Campeão Campeonato Carioca: Flamengo
  • 1974-Campeão Taça Pedro Magalhães Corrêa:Flamengo

Sport

  • 1975 – Campeão Pernambucano (Sport)

Internacional

  • 1976 – Campeão Gaúcho (Internacional)
  • 1976 – Campeão Brasileiro (Internacional)

Nautico

  • 1980-Campeão Torneio do Inicio Nautico

Bahia

  • 1981, 1982 – Campeão Baiano (Bahia)

Goiás

  • 1983 – Campeão Goiano (Goiás)

Nacional-AM

  • 1984 – Campeão Amazonense (Nacional)

Seleção Brasileira

1970 – Copa do Mundo

Mário de Castro, ídolo do Atlético Mineiro

Quando chegou a Belo Horizonte, em 1925, Mário de Castro foi morar numa república de estudantes, na Rua dos Carijós, e logo procurou um time. Bateu primeiro à porta do América. Foi aceito sem problemas. Participou de alguns treinos e depois sumiu. Mandou dizer que estava adoentado e reapareceu dias depois, mas no campo do Atlético, do outro lado da avenida Paraopeba. No primeiro treino, o técnico Chico Neto o escalou entre os titulares. Só saiu do time quando resolveu voltar à sua terra natal.

Center-forward de nascença, Mário de Castro foi o primeiro jogador de um time mineiro a ser chamado para a Seleção Brasileira de futebol. O jogo de inauguração do estádio de Lourdes foi visto por um diretor da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), Horácio Werner, e por um representante da Associação dos Cronistas Desportivos do Rio de Janeiro, Alysio de Hollanda Távora. Os dois ficaram estupefados com o futebol do craque. Dias depois, Mário de Castro recebeu um comunicado. Ele deveria se apresentar no Rio de Janeiro para a integrar a Seleção. Seria o reserva de Carvalho Leite, atacante do Botafogo do Rio.“Respondi que só iria para ser titular”, diria, décadas depois o atacante atleticano. E, assim, o Atlético não teve representantes na primeira Copa do Mundo, a de 1930.Mário_de_Castro

Depois do mundial, Mário teve a oportunidade de duelar com Carvalho Leite e mostrar qual dos dois era o melhor. Em 30 de agosto de 1930, o Atlético recebeu o Botafogo em Belo Horizonte. Venceu por 3 a 2 – e todos os gols dos alvinegro de Minas Gerais foram marcados por Mário de Castro. Na revanche, na festa de inauguração dos refletores do estádio do Botafogo, no Rio de Janeiro, em 1° de outubro do mesmo ano, o Botafogo deu o troco: 6 a 3. Carvalho Leite, que não marcara no confronto em Belo Horizonte, fez três. Mário de Castro, dois. No final, o artilheiro do Atlético venceu o duelo por 5 a 3. Estava provado: Mário era o melhor.

Em qualquer time que jogasse, Mário de Castro teria feito sucesso, Mas certamente não teria brilhado com tanta intensidade se não contasse com a sorte de jogar ao lado de Jairo e Said. Os dois eram craques superlativos.

Títulos e recordes

Títulos

  • Campeonato Mineiro: 1926, 1927 e 1931.

Artilharia

  • Foi artilheiro do campeonato mineiro de 1926 com vinte gols, e de 1927, com 27 gols.
Outros Clubes
  • Mário não jogou em nenhum outro clube de futebol.

Recorde mundial

  • Numa época em que o futebol tinha um calendário tímido, com encontros em poucos finais de semana do ano, Mário de castro marcou 195 gols em 100 partidas, tornando assim o jogador profissional com a maior média de gols por partida do mundo, 1,95 por jogo.

Guará, ídolo do Atlético Mineiro

Guaracy Januzzi, mais conhecido como Guará ídolo do Atlético Mineiro, foi atacante do Galo na década de 1930 e um dos principais jogadores na história centenária do clube. Com a camisa alvinegra, fez quase 200 jogos e marcou 168 gols, média próxima a 1 gol por partida.

Aos 17 anos, Guará era considerado o maior jogador mineiro e o maior ídolo da torcida alvinegra nos anos 1930.

Nascido em Ubá, no dia 04 de janeiro de 1916, Guará aos 13 anos de idade fazia seus primeiros gols no Aimorés. Os estádios enchiam para ver o garoto louro fazer misérias diante dos grandes profissionais e aplaudir suas jogadas sensacionais. Aos 15 anos, assinou seu primeiro contrato como profissional na cidade mineira de Miraí. Mas o que ganhava do futebol não dava para sobreviver e começou a trabalhar como alfaiate. Em 1933 regressou à sua cidade natal e entrou para o Clube Atlético Mineiro no mesmo ano junto com o meio-campo Nicola.

Guará o ídolo do Atlético Mineiro, veio do Aymorés de Ubá, e em 23 de setembro de 1933 se transferiu para o Clube Atlético Mineiro. Em BH, Guará e Nicola foram os primeiros a ocupar os dormitórios que haviam sido construídos debaixo das arquibancadas do Estádio Antônio Carlos na rua Rio Grande do Sul.

Seu apelido era Guara, sem acento, mas assim quem chegou a Belo Horizonte a imprensa mineira acentuou sem querer o nome daquele que seria um dos quatro maiores artilheiros de todos os tempos: Guará. O apelido Perigo Louro surgiu daquele jovem franzino, cujos passes e dribles mágicos iam invariavelmente parar nas redes. Ele fez 168 gols pelo Clube Atlético Mineiro, marca até hoje só ultrapassada por Reinaldo, Dadá Maravilha e Mário de Castro. Aos 24 anos, Guará já era o jogador mais bem pago do futebol mineiro: 18 contos de luvas e 800 mil réis por mês.

Nos seis anos de carreira Guaracy Januzzi, honrou a criação que seus pais lhe deram em Ubá. Guará jamais deu motivos para reclamações de qualquer torcedor ou dirigente. Em campo era um profissional exemplar e sempre foi atencioso com a torcida e a impressa. O apelido de Diabo Loiro era mesmo porque Guará fazia o inferno com as defesas adversárias.

O Demônio Louro sabia fazer tudo em campo. Apesar de sua estatura mediana, ninguém conseguia ganhá-lo nas bolas altas e, no chão, não havia zagueiro que conseguisse barrar seus passos. Os chutes, sempre violentos, saíam do pé esquerdo ou do direito com a mesma precisão. Guará costumava dizer que podia o tempo passar e outros sucessos surgirem, mas que era impossível deixar de lado o título de campeão brasileiro em 1936. O craque tinha 20 anos de idade e era a grande estreia do quadro alvinegro de 36, época do torneio que reuniu Atlético, Fluminense, Portuguesa e Rio Branco. O torneio foi decidido em São Paulo com um difícil 3 a 2 sobre a Portuguesa. Quando os jogadores alvinegros deixaram Belo Horizonte, a torcida estava na estação e na volta fizeram um verdadeiro carnaval.

diabo loiro

Títulos

1936 –  Campeonato Mineiro – Atlético
1937 –  Campeão dos Campeões do Brasil – Atlético
1938 –  Campeonato Mineiro – Atlético
1939 –  Campeonato Mineiro – Atlético

Artilharias

1936 –   Campeonato Mineiro – Atlético – 22 gols
1938 –   Campeonato Mineiro – Atlético – 18 gols

 

 

 

 

Lucas Miranda, ídolo do Atlético Mineiro

Nasceu em 10 de setembro de 1921 na cidade de Curitiba, Paraná. Foi um jogador de futebol nas décadas de 40 e 50. Jogou no Botafogo e no Corinthians antes de chegar ao Atlético Mineiro.

Atacante, foi 15 vezes campeão pelo Atlético Mineiro, incluindo três títulos como técnico do juvenil e depois como treinador do time profissional. Autor de 23 gols contra o Cruzeiro, também foi o vice-artilheiro da vitoriosa excursão à Europa em 1950, com 7 tentos em 10 partidas. Disciplinado, recebeu o Troféu Belfort Duarte como prêmio por não ser expulso durante dez anos.lucas-miranda

Jogos pelo Atlético: 179

Gols: 152

Títulos: Campeão Mineiro (1946,1949,1950,1952,1953)

 

 

 

 

 

 

 

Said, ídolo do Atlético Mineiro

O meia-direito Said Ídolos do Atlético Mineiro era quem demonstrava mais paixão pela bola. Por causa do futebol, prorrogou a permanência na Faculdade de Direito por muitos anos além do tempo regulamentar – deveria ter-se formado em 1932, mas só conseguiu o diploma em 1942. Saidtinha uma personalidade interessante. Quem pela primeira vez deparava-se com seu cenho quase sempre franzido, ficava com a impressão de estar diante de um sujeito reservado, de poucos amigos. Bastavam cinco minutos de conversa para ele se revelar um tremendo boa-praça.

O pai era comerciante em São Paulo, e a mãe tinha uma loja em Congonhas do Campo. Saidchegou a jogar bola pelo Esporte Clube Sírio, ao lado do irmão, Pedro. Chegou ao Atlético em1926 e deu início ao forte caso de amor entre o alvinegro e a colônia árabe de Minas Gerais.

Os libaneses e os sírios começaram a aparecer com seus baús em lombos de mulas ainda no rastro dos operários recrutados pelo engenheiro Aarão Reis, no início da construção de Belo Horizonte – e encontraram campo fértil para o comércio. Com o tempo, alguns se estabeleceram como negociantes de tecidos e armarinho na avenida do Comércio – a atual Santos Dumont – e na rua dos Caetés.

Chegaram a fundar seu próprio time, o Sírio Horizontino, mas a presença de um patrício entre os ídolos atleticanos os fez sentirem-se tão à vontade nas arquibancadas de Lourdes quanto um beduíno sobre o camelo no meio do deserto. Dali a alguns anos, outro jogador de origem árabe, Chaffyr Ferreira, entraria no time e colocaria um pouco mais de tempero na ligação entre a colônia e o clube. Mas foi Said quem deu início a essa história.

 

Guilherme, ídolo do Atlético Mineiro

Começou a carreira profissional no Marília em 1992. O artilheiro despertou a atenção de Telê Santana, então técnico do São Paulo, e alguns dirigentes do clube, que o contrataram.

Acertou com o clube paulista em 1993. Logo no primeiro ano, foi campeão da Supercopa da Libertadores, Libertadores e do Mundial Interclubes. No ano seguinte, ajudou o tricolor em mais duas conquistas sul-americanas oficiais, a Copa Conmebol e a Recopa Sul-Americana.

Deixou o São Paulo em 1995, negociado com o Rayo Vallecano, da Espanha.

Em 1997 retornou ao Brasil para defender o Grêmio, onde permaneceu até o fim da Taça Libertadores da América de 1998.

No segundo semestre de 1998 foi defender o Vasco da Gama, mas por ter atuado pelo Grêmio, não pôde ser inscrito pelo clube cruzmaltino para a disputa do Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Porém, em 1999, foi artilheiro do Torneio Rio-São Paulo, campeonato que o ajudou seu time a conquista.Guilherme Alves

Ainda em 1999, transferiu-se para o Atlético Mineiro. E foi lá, no time das Alterosas, que o centroavante viveu seu melhor momento na carreira. No Brasileirão daquele ano, Guilherme foi artilheiro e conduziu o time à final do campeonato. O Atlético Mineiro acabou com o vice-campeonato.

Em 2002, foi para o Corinthians. Emprestado pelo Galo, o atacante chegou ao clube do Parque São Jorge para a disputa do Brasileirão. Logo em sua estreia, em jogo contra oInternacional, no Pacaembu, Guilherme provou que continuava com faro de gol. Ele marcou dois contra o Colorado na vitória corintiana por 3 a 2.

No entanto, a passagem de Guilherme pelo Corinthians não ficou marcada apenas por gols. Em outubro, o jogador se envolveu, próximo à cidade de Marília, num grave acidente automobilístico que resultou na morte de duas pessoas. Psicologicamente abalado, não voltou a jogar o mesmo futebol no Corinthians, que acabou sendo vice-campeão brasileiro daquele ano.

Retornou ao clube mineiro e pouco tempo depois deixou o país mais uma vez para defender o Al-Ittihad, da Arábia, onde ficou por apenas uma temporada.

Passagem no Rival

Em 2004, já não conseguindo demonstrar o mesmo faro para gols, surpreendeu e foi para o maior rival do Atlético, o Cruzeiro, clube pelo qual voltou a ser campeão Mineiro e fez 13 gols em 39 partidas durante toda a temporada. Sofrendo por lesões naquela temporada deixou o clube azul e foi para o Botafogo em 2005.

Ao lado de Ramon Menezes, teve seu salário pago pela Kappa. Embora tenha sido o artilheiro do clube no Campeonato Carioca com 5 gols, Guilherme Ídolos do Atlético Mineiro era perseguido pela torcida pela pouca mobilidade nos jogos do clube e pela ausência de gols no restante da temporada. Uma lesão o afastou do time e prejudicou ainda mais sua passagem pelo time. Voltou ao final daquele ano, mas não permaneceu para a temporada seguinte, pois encerrou sua carreira nos gramados após se contundir.

Seleção Brasileira

Guilherme disputou seis partidas pela Seleção Brasileira em 2000 e 2001, marcando um gol, numa partida contra a Seleção Peruana, no dia 15 de julho de 2001.

Títulos

São Paulo

  • Copa Libertadores – 1993
  • Supercopa Libertadores – 1993
  • Mundial Interclubes – 1993
  • Recopa Sul-Americana – 1994
  • Copa Conmebol – 1994

Vasco

  • Torneio Rio-São Paulo – 1999

Atlético Mineiro

  • Campeonato Mineiro – 1999 e 2000

Cruzeiro

  • Campeonato Mineiro – 2004

Artilharias

Vasco

  • Torneio Rio-São Paulo – 1999

Atlético Mineiro

  • Campeonato Brasileiro – 1999 (28 gols)
  • Copa Sul-Minas – 2001 (8 gols)
  • Campeonato Mineiro – 2001 (10 gols) e 2003 (13 gols)
  • É o sétimo maior artilheiro da história do Clube Atlético Mineiro com 139 gols e foi recentemente homenageado junto a outros atletas que nesses 100 anos de história conquistaram títulos, artilharias, recordes de partidas, entre outros feitos.

Ubaldo Miranda, ídolo do Atlético Mineiro

Ficha Técnica

Nome: Ubaldo Miranda
Posição: Atacante
Data de Nascimento: 31 de julho de 1931Ubaldo Miranda
Naturalidade: Divinópolis-MG

Carreira

Atlético – 1950/1955
Bangu-RJ – 1956/1957
Atlético – 1958/1961

Partidas Disputadas

Títulos

1950 –   Campeonato Mineiro – Atlético
1952 –   Campeonato Mineiro – Atlético
1953 –   Campeonato Mineiro – Atlético
1954 –   Campeonato Mineiro – Atlético
1955 –   Campeonato Mineiro – Atlético
1958 –   Campeonato Mineiro – Atlético

Artilharias

1953 –   Campeonato Mineiro – Atlético – 13 gols
1958 –   Campeonato Mineiro – Atlético – 13 gols

início no Atlético

O amigo de Ubaldo, Airton Guimarães, descreve assim seu início na equipe do Atlético: “O “Estado de Minas” comentava a atuação na equipe contra o Corinthians: “Sabe-se que o centro de ataque apresentará aquele que já merece o posto. O jovem jogador de Divinópolis terá um excelente ocasião para exibir os seus recursos. O público já percebeu que Ubaldo, uma das mais recentes conquistas do Atlético, é uma esperança para o futuro. Sua característica principal é a maneira veloz de fugir aos adversários, o que constitui ponto básico dos lances empolgadantes de que constantemente participa.”

E Ubaldo Ídolos do Atlético Mineiro, não decepcionou. Apesar de não ter marcado gol na partida, deu o passe para o primeiro gol de Lucas e fez a jogada para o terceiro gol assinalado por Resende. O segundo gol também foi de Lucas, na vitória de três a zero. O Atlético jogou com Mão de Onça – Juca e Osvaldo – Afonso, Monte e Carango – Lucas, Lauro, Ubaldo, Alvinho e Nívio. Uma formação formosa, que o atleticano sabe de cor e de que se lembra com orgulho.

Quando Ubaldo começou a jogar na equipe titular do Atlético, no início dos anos de 1950, o time ressentia-se da ausência de um grande atacante. Depois que o Atlético perdeu Guará, no célebre acidente com Caieira, iniciou-se uma série de experiências â procura de um substituto à altura do grande ídolo.

Aí surgiu Ubaldo, um jogador sem uma técnica mais apurada, e olhado com desconfiança pela Imprensa, que o tachava de “estranho e esquisito”. Sua maneira de jogar era diferente: velocidade e entusiasmo como características básicas, aliadas a uma determinação de perseguir a jogada até o fim, sem nunca desistir. Tentar o gol nas condições mais adversas, e, sobretudo, acreditar nas bolas impossíveis. Essa última característica faria dele depois um ídolo da torcida, quando marcava gols decisivos, chamadas de “espíritas” – não se sabia como, mas mesmo em jogadas complicadas e difíceis, a bola tocada por ele acabava no fundo das redes adversárias.

Os atleticanos, acostumados por exemplo ao toque refinado de um Carlyle, estavam sendo apresentados a um novo estilo de centroavante. Seria Ubaldo o ideal para os atleticanos?

Marques, ídolo do Atlético Mineiro

Carreira no Atlético

Jogos: 386
Gols: 133
Estreia: CAM 0 x 1 Palmeiras-SP – 10/07/1997
Último jogo: Santos-SP 3 x 1 CAM – 05/05/2010Marques
Vitórias: 184
Empates: 88
Derrotas: 114
Títulos: Copa Conmebol de 1997, Copa Centenário de BH de 1997, Campeonatos Mineiros de 99, 2000 e 2010

Marques Batista de Abreu, ou apenas Marques (Guarulhos, 12 de fevereiro de 1973), é um ex-futebolista e atual político brasileiro, eleito deputado estadual de Minas Gerais pelo PTB.

Como atleta, Marques Ídolos do Atlético Mineiro atuou por Corinthians, Flamengo, São Paulo Futebol Clube, Vasco da Gama, Atlético Mineiro e clubes do Japão. Também teve passagens pela seleção brasileira. Se aposentou em 2010, depois de uma terceira passagem pelo Galo, clube pelo qual se tornou ídolo, conquistando títulos como a Copa Conmebol de 1997.

Títulos

Corinthians

  • Copa Bandeirantes: 1994
  • Campeonato Paulista: 1995
  • Copa do Brasil: 1995

Flamengo

  • Campeonato Carioca: 1996
  • Copa Ouro Sul-Americana: 1996
  • Taça Guanabara:1996
  • Taça Rio:1996

Atlético Mineiro

  • Copa Centenário de Belo Horizonte: 1997
  • Copa Conmebol: 1997
  • Campeonato Mineiro: 1999, 2000 e 2010

Vasco da Gama

  • Campeonato Carioca: 2003
  • Taça Guanabara: 2003
  • Taça Rio: 2003

Outras Conquistas

Atlético Mineiro

  • Copa Millenium: 1999
  • Copa dos Três Continentes: 1999
  • Taça Clássico dos 200 anos: 2008

Prêmio Individuais

Atlético Mineiro

  • Troféu Guará – Seleção Mineira: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2005
  • Troféu Guará – Artilheiro: 1998
  • Troféu Guará – Craque do Ano: 1999, 2001
  • Bola de Prata – Seleção do Campeonato: 1999, 2001
  • Troféu Telê Santana – Seleção Mineira: 2001, 2005
  • Troféu Telê Santana – Craque do Ano: 2001, 2005
  • Troféu Globo Minas – Melhor Volante: 2008
  • Troféu Artilheiro de todos os tempos – Artilharia: 2008 a 2011

Artilharias

Atlético Mineiro

  • Campeonato Mineiro: 1998 (13 gols)

 

Clubes que jogou
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1992–1995
1996
1997
1997–2002
2003
2003–2005
2005–2006
2006–2007
2008–2010
Brasil Corinthians
Brasil Flamengo
Brasil São Paulo
Brasil Atlético Mineiro
Brasil Vasco da Gama
Japão Nagoya Grampus
Brasil Atlético Mineiro
Japão Yokohama Marinos
Brasil Atlético Mineiro
144 (35)
66 (11)
11 (1)
302 (115)
59 (25)
19 (2)
30 (10)
31 (2)
54 (8)
Seleção nacional
1994–2002 Brasil Brasil 13 (4)

 

Nívio Gabrich

Nívio Gabrich Ídolos do Atlético Mineiro (Santa Luzia, 7 de setembro de 1927 — 16 de julho de 1981) foi um futebolista brasileiro.

Atuou como ponta-esquerda. Jogou no Clube Atlético Mineiro entre 1944 a 1951.

Contratado pelo Atlético após se destacar no futebol amador de Santa Luzia no time do Santa Cruz Esporte Clube[1] , o ponta-esquerda Nívio era o dono de um fortíssimo chute, e além de hábil driblador, destacando-se pela velocidade.

Nívio foi um dos principais jogadores do grande time atleticano do final dos anos 1940. Foi formado um ataque sensacional com Lucas Miranda, Lauro, Carlyle, Lero e Nívio. Com a camisa alvinegra, Nívio jogou 222 vezes e marcou 126 gols, sendo hoje o 10° maior artilheiro da história do Clube Atlético Mineiro.Nívio Gabrich

Seu primeiro jogo foi em 19 de novembro de 1944, num amistoso entre o Atlético 3×1 União de Itabirito (MG). Seu último jogo foi em 4 de março de 1951, numa partida entre Atlético 0x2Santos (SP), também um amistoso.

Iniciou a carreira no Espéria de Belo Horizonte-MG em 1941. Transferiu-se para o Atlético-MG em 1944 e para o Bangu em 1951, ficou no clube carioca até 1957, sendo o terceiro maior artilheiro da história do clube com 142 gols em 261 jogos[2] . Foi vice campeão carioca em 1951 pelo Bangu. Encerrou a carreira no Cruzeiro-MG, campeão mineiro de 1959. Morreu em Santa Luzia-MG em 19 de julho de 1981.

Títulos

Atlético Mineiro
  • Campeão Mineiro – 1946,1947,1949,1950 e 1959
  • Campeão do Gelo – 1950
Bangu
  • Torneio Triangular de Porto Alegre: 1957
  • Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro: 1957
  • Torneio Triangular Internacional do Equador: 1957
  • Torneio Início do Rio de Janeiro: 1955
  • Torneio Início do Rio-São Paulo: 1951